Enquanto o Café Esfria,  A sorte que eu achava ter

A sorte que eu achava ter

O que escrevi nestas linhas são memórias, decisões e, talvez, um tempo que julguei perdido por acreditar que tudo em minha vida me levava àquela velha história que meu querido avô costumava me contar.

Quero deixar tudo muito claro para você, leitor, entender como, às vezes, nos deixamos levar por coisas que acreditamos serem nosso destino. E, com o tempo e um pouco de sabedoria, percebemos que tudo não passou de uma interpretação equivocada da vida.

Eu queria muito lembrar quando foi a primeira vez que ouvi a história da sorte. Mas eu era pequena demais. Ainda assim, por muitas vezes, nas férias na casa dos meus avós, eu pedia com aquele entusiasmo típico de criança: "Vô, me conta de novo a história da sorte?".
Juro que queria entender por que fiquei tanto tempo presa àquela história. Talvez por, lá no fundo, não acreditar que meus sonhos eram possíveis. Desde cedo, me agarrei àquelas palavras como se fossem um amuleto, e fiz delas a sorte da minha vida.

Às vezes me pergunto: se eu tivesse compreendido o verdadeiro sentido daquela história, será que minha vida teria sido diferente? Sinceramente, não sei. Mas vamos lá, tudo começa do início.

Se alguém aí conhece essa história, eu adoraria saber quando e por quem ela foi contada. Já procurei na internet, mas não encontrei nenhum rastro.

Meu avô foi um homem maravilhoso, cheio de sabedoria. Nunca teve a oportunidade de frequentar a escola, conhecia os números, mas não as letras. Pensando bem, perdi a chance de perguntar a ele quem lhe contou a história da sorte. Uma pena.

De todo modo, contarei aqui do jeito que me lembro, como tantas vezes ouvi, sentada a seus pés, com o coração aberto e os olhos cheios de curiosidade.

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